15 de maio de 2012

Resenha: Gone - Michael Grant

Gone - Michael Grant - Harper Teen (Publicado pela Galera Record no Brasil)

Em um piscar de olhos, todos com mais de quatorze anos desaparecem. Simples assim, desaparecem.
Só de ler essa frase eu já estava toda animada para ler. Realmente chama a atenção e é intrigante. O desespero então, por comida e por respostas começa a aparecer. Instintos de sobrevivência são visíveis, a violência extremamente pesada para crianças de quatorze anos aparece bastante no livro.
A história por si só, já deixa o leitor vidrado nas páginas do livro querendo saber o que vai acontecer e o que realmente está acontecendo. Michal Grant tem uma narrativa em terceira pessoa que vai contando a história de vários personagens. O que faz o livro bem completo no quesito de o leitor poder ver como pessoas diferentes lidam com aquela situação.
Não é um livro leve de ser lido. A briga por poder e por quem terá o controle da sociedade que acabou de formando é visível, e para demonstrar poderio e exigir respeito dos outros, a violência é bastante utilizada.
Os personagens são bem construídos. Existem todos os estilos de personalidades nesse livro. Alguns personagens lidam com a situação de uma maneira e outro de outra. Claro que personagens como Caine, Drake, Orc e Howard resolvem se colocar no comando e como não tem muitas explicações razoáveis de porque eles estão no comando ou porque as pessoas devem fazer tal coisa e são proibidas de fazer outras, eles acabam usando a crueldade para conseguirem o que querer.
Sam, Astrid, Edilio e Quinn tentam buscar respostas, soluções e explicações. Sam é aquele menino que tem o instinto de liderança interno, apesar de não gostar disso. Astrid foi uma personagem que eu gostei muito. Astrid é uma menina de quatorze anos muito inteligente. Sam tem uma quedinha por ela e eu adorei como o relacionamento dos dois se desenvolve no meio do tumulto.
Eu gostei muito mesmo desse livro. Gostei de ver como o autor fez os adolescentes liderem com o problema, gostei de poder analisar porque cada um fez o que fez e tudo mais. Eu adoro livros que permitem  o leitor analisar comportamentos dos personagens e que dê muito material para o leitor pensar. Desde que terminei continuo pensando no tema tratado e em tudo que aconteceu.
Nota: # # # # #
Gabi

13 de maio de 2012

Top 5: Mães

Hoje é dias das mães e em comemoração eu resolvi fazer um top 5 com as minhas mães literárias favoritas.

1) Lívia (mãe da Priscila de Minha vida fora de série)
O que eu mais gosto na mãe da Priscila, além de me lembrar a minha própria mãe, é o fato dela ser realmente uma amiga para filha. Ela está sempre dando conselhos e se empolgando com os acontecimentos na vida da Priscila.
2) Molly Wesley – Harry Potter – J.K. Rowling
Adoro a Molly! Adoro o carinho que ela tem por todos os seus filhos e como ela ‘adota’ Harry desde o inicio da série. Ela é amável, é carinhosa e tem muita compaixão. Gosto ainda mais de como ela luta por todos e faz de tudo para que sejam felizes e para que fiquem bem.
3) Mrs. Bennet – Orgulho e Preconceito – Jane Austen
Não adoro ela, mas é um personagem que tem fortes características e que causa seu impacto. Acho que ela se preocupa tanto com o futuro das suas filhas que acaba tendo algumas atitudes que acabam resultando em problemas. Mas para mim, nada é de propósito. Ela sabia que o futuro das filhas não seria muito bom se não casassem e ela quer muito que isso aconteça com todas elas.
E não se pode mexer com seus nervos! Haha
4) Natalie Prior – mãe de Tris e Caleb – Divergent – Veronica Roth
Acho que ela mostra como achamos muitas vezes que mães nunca tiveram uma ‘vida’ antes dos filhos. E Tris acaba descobrindo que a vida da sua mãe foi parecida com a sua. Ela ajuda a Tris em um momento difícil e eu adoro as cenas entre elas no livro.
5) Mãe da Lena – Delírio – Lauren Oliver (esqueci o nome dela, se alguém souber e quiser ajudar!)
Gosto da mãe da Lena por ela abraçar o amor e suas tentativas de mostrar isso a sua filha. Ela resiste ao que a sociedade fala, ela acha errado e acha que o amor não é algo horrível.  Eu acho que ela terá uma participação maior em Pandemonium e estou animada para isso.

E aproveitando, feliz dia das mães, para a minha mãe. Te amo <3


Gabi

Resultado: Estilhaça-me

Oi


Mais uma promoção chega a um fim, e dessa vez quem ganhou foi...



12 de maio de 2012

Da livraria para a minha estante #32

Oi gente!


Estava pensando que essa semana não teria post. Estou com muitos livros aqui em casa para ler e diminui as aquisições. Mas exceções sempre são abertas quando se trata de livros que eu preciso ler. E de tratando de Fazendo meu Filme 4, eu realmente precisava ler. E eu, minha irmã e minha mãe também :)

Para não mostrar só o FMF 4, junto vou mostrar o livro que eu peguei na biblioteca da escola que vai ficar comigo por um tempinho.



Fazendo meu filme 4: Fani em busca do final feliz - Paula Pimenta - Gutenberg. Depois de muita espera e ansiedade finalmente tenho o livro em mãos. É lindo, é enorme e é muita animação para uma pessoa só. O livro chega a ser pesado de tão grande que é.

The Catcher in the Rye - J.D. Salinger. Então, eu li o livro fim de semana passado em português. A edição era de 1965 e o português era bem antigo, a grafia bem antiga e principalmente a acentuação bem diferente. Não impediu de eu ter amado o livro, mas eu achei esse na biblioteca e resolvi que leria de novo. E assim eu posso 'absorver' mais da história.




Como eu disse, eu li O Apanhador no Campo de Centeio essa semana. Em português e estou atualmente lendo em inglês. Eu não achei que fosse gostar tanto do livro, mas realmente, eu adorei. Estou lendo também Fazendo meu Filme 4
Estou escrevendo esse post na sexta-feira a noite e estou na metade. Estou gostando, mas estou ansiosa para ver o que acontece e como acontece. Enfim, eu fico pensando comigo mesmo o que irá acontecer com os personagens.


Essa semana tenho minhas duas últimas provas do trimestre e então poderei me dedicar as minhas leituras.


Como foi a semana de vocês?


Gabi

10 de maio de 2012

Resenha: Just Listen - Sarah Dessen


Just Listen - Sarah Dessen - Puffin (versão brasileira lançada pela editora Farol com o mesmo nome)
Sarah Dessen nos apresenta Annabel, uma menina que tem a vida perfeita, como muitos diriam. Tem uma ótima vida social, uma carreira promissora de modelo e tudo parece estar no lugar certo. Contudo, as aparências enganam.
Sua “melhor amiga” está espalhando mentiras sobre ela, sua família está enfrentando diversos problemas e os seus segredos estão se acumulando com o tempo.
Mas Annabel, em seus momentos de solidão, encontra um menino que faz com que ela se sinta bem novamente. Contudo nem ele é capaz de fazer ela esquecer certos acontecimentos...
Minha primeira experiência com a narrativa da autora foi com A Caminho do Verão, e desde então queria ler outro livro dela. Just Listen foi uma história encantadora.
A autora aborda diversos temas e envolve o leitor na história de verdade. Não é uma história focada apenas em um romance entre a personagem e um menino, ela realmente dá importância e espaço na história para vários relacionamentos entre os personagens.
Temos uma ótima história entre irmãs, temos uma família tentando se erguer novamente, temos relacionamentos de amigas, amigos e tudo mais. Isso faz o livro ser completo, temos uma visão total da vida da Annabel.
Sendo o adorável Owen parte dela. Owen é um ótimo personagem, um ótimo amigo e eu adorei ele. Ele é totalmente viciado em música e gosta de estilos de música bem alternativos, o que rende boas discussões amigáveis entre ele e Annabel.
Foi uma leitura extremamente prazerosa. Não queria soltar o livro e eu me senti conectada com os personagens.
Sarah Dessen narra esse livro intercalando momentos do presente com lembranças do passado. Ora de um passado distante e ora de um passado recente, eu gostei desse formato de narrativa. Faz a história ter um ritmo legal e deixa o leitor sempre querendo saber o que aconteceu e o que vai acontecer.
Nota: # # # # #
Gabi

8 de maio de 2012

Resenha: The Fault in Our Stars - John Green

The Fault in Our Stars - John Green


Incrível. Acho que posso começar a resenha assim, já que foi exatamente o que eu senti enquanto lia o primeiro capitulo do livro.
Hazel é uma menina de dezesseis anos que foi diagnosticada com câncer quando tinha treze anos. Ela estava preparada para morrer aos 14, mas devido ao milagre da medicina, ela consegue continuar viva. Ela acaba colocando tudo de lado, escola, amizades e a vida normal.
E é quando ela conhece Augustus Waters em grupo de apoio para adolescentes com câncer. Augustus é muito bonito, charmoso e para surpresa de Hazel ele parece se interessar nela. É onde a história começa. 
Os personagens desse livro são muito bem construídos. Augustus tem um humor que dá uma leveza ao livro, principalmente nas cenas mais tristes. É um dos melhores personagens que eu já li. 
John Green me impressionou escrevendo pelo ponto de vista da Hazel. Ele fez isso perfeitamente bem. Ela é apaixonada por livros, e foi devido aos livros que ela e Augustus começam a amizade e começam a manter contato. Ela é uma personagem que realmente, passa a emoção para o leitor. Seja tristeza, angústia, paixão, felicidade. Se sente absolutamente tudo enquanto se lê The Fault in Our Stars.
De fato, eu senti tudo que é retratado no livro. Não preciso comentar que chorei litros e que tinha que deixar o livro de lado para me acalmar e depois continuar. É um livro com um tema triste e pesado, não é uma leitura leve. Mas é uma leitura reflexiva e maravilhosa.
The Fault in Our Stars foi o primeiro livro do John Green que eu li, e agora estou ansiosa para ler mais. A narrativa dele é simplesmente impecável. Um dos melhores livros que eu já li.
Tudo está no lugar certo, às palavras, vírgulas, parágrafos, cenas. Tudo se encaixa perfeitamente bem. Ele faz uns pensamentos brilhantes no decorrer do livro. A história vai seguindo e de repente tem uma frase que eu tinha que parar e ficar admirando. É uma história que vai continuar na minha mente ainda, pensando e repensando em tudo que aconteceu. Não é um livro que é lido e depois apenas guardado na estante. As frases e a história ficaram guardadas na minha mente. E tenho certeza que ficarão comigo por um bom tempo. Não quero e não vou conseguir esquecer.
Nota: # # # # #
Gabi

6 de maio de 2012

Meme: Como você cria suas resenhas?


Recebi esse meme da Ni do Ninhada Literária. É bem curtinho e aqui estão as minhas respostas:

Nome: Gabriele
Blog: Livros e Vagalumes
Link do Blog: http://www.livrosevagalumes.blogspot.com

Suas resenhas nascem durante ou depois de lido o livro? 
Depois. Normalmente eu termino de ler o livro e escrevo uma resenha. Tenho minhas opiniões bem fresquinhas e fica mais fácil de escrever. Antes de postar no blog, eu sempre dou uma revisada no texto. 

Você cria diretamente no computador ou vai anotando em algum lugar?
Eu escrevo direto no computador. A única coisa que eu vou anotando durante a leitura são frases que eu gostei. Minha agenda é cheinha delas.

É sincera na opinião ou a escreve com a intenção de sempre agradar o autor ou editora?
Sempre sincera. Não escrevo com a intenção de agradar ninguém, eu avalio o livro pelo conteúdo dele. Mas nunca vou desmerecer um livro por completo, nenhum livro é totalmente ruim, pontos positivos sempre existem. E só porque eu não gostei de um livro, não quer dizer que alguém não possa gostar. Opiniões são opiniões.

Indicações:

Se alguém tiver interesse em responder, fique a vontade e sinta-se indicados.

5 de maio de 2012

Da livraria para a minha estante #31

Oi!


Antes de mostrar os livros, um aviso. Estou entrando em uma semana de provas e entregas de trabalhos bastante intensa e complicada, então estarei um pouco distante dos blogs de vocês. Logo, logo essa correria termina e então eu volto a comentar normalmente.



Hunger (Gone #2) - Michael Grant. Eu li Gone um tempo atrás - ainda não tem resenha, mas na semana que vem ela será postada - e fiquei bem animada para continuar a série. Achei Hunger na Cultura e comprei. Normalmente prefiro as capas originais as nacionais, mas eu acho as capas brasileiras da série bem mais bonitas...

Thirteen Reasons Why - Jay Asher. Falei no post da semana passada que tinha lido esse livro. Aqui está ele. Adorei a capa e a diagramação, principalmente o mapa com os lugares que a Hannah fala. Ali no cantinho tem um adesivo mostrando o lançamento do autor chamado The Future of Us, que eu quero muito ler.


Extras - Scott Westerfeld. Um livro 'extra' da série Feios que eu tanto adoro. Eu amei, amei, amei essa capa. A imagem dentro do olho é como se fosse um chip de computador. Estou louca para ler.


Leituras da semana! Depois de ler alguns livros mais 'pesados', eu queria uma leitura leve e divertida. Acabei escolhendo Dash and Lily's Book of Dares da Rachel Cohn e do David Levithan, não é muito conhecido por aqui, mas devia ser. O livro é simplesmente incrível. E li também, na quinta-feira Noite na Taverna do Alvares de Azevedo para aula de literatura.

Sobre esse livro, eu posso dizer que a narrativa do autor tem ritmo e reflete bem o romantismo exagerado daquele período.

Agora estou lendo O Apanhador no Campo de Centeio de J.D. Salinger. Estou bem no inicio e não sei ao certo que rumo a história irá tomar - o livro não tem sinopse atrás nem nas abas. Assim que terminar comento melhor sobre ele.

Como foi a semana de vocês?

Gabi 

3 de maio de 2012

Resenha: Estrela da Noite - Alyson Noël

Estrela da Noite (Os Imortais #5) - Alyson Noël - Intrínseca

Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores da série. Para ler as resenhas clique em: Para Sempre | Lua Azul | Terra de Sombras | Chama Negra
Haven está com um ódio mortal de Ever e Jude, já que eles mataram seu amado Roman. Ever continua na busca do antidoto para ela e Damen poderem se tocar novamente sem o risco de morte. E entre tudo isso Haven começa a perder o controle dos seus poderes e ameaçar Ever.
O grande problema que eu tive durante a leitura desse livro foi: ele é desnecessário. Honestamente, não acontece quase nada nele e é uma tremenda enrolação Tudo que acontece, poderia se desenrolar facilmente em umas sessenta páginas. O centro do livro é Haven ameaçando matar Ever e Jude. Para alongar mais a história, Alyson Noël colocou uns probleminhas ridículos entre Damen e Ever.
Pelo menos Ever não faz o mesmo erro de novo. Já até perdi as contas quantas vezes ela já fez a mesma bobagem. Isso foi o que salvou o livro. Enfim, andamos voltas, voltas, voltas e agora eu realmente quero um final. 

Como eu sempre falo, a narrativa da Alyson Noël é rápida e é fácil de ler. Ela escreve bem, caso contrário, os livros seriam chatos de ler, lentos e monótonos. Só gostaria que ela não tivesse enrolado tanto nessa série e principalmente nesse livro. Acho que ao invés de seis livros, ela poderia ter feito três, juntando a história de todos eles.
Nota: # # 
Gabi

1 de maio de 2012

Book Blogger Hop #31


Algum personagem já te decepcionou? Você se apaixonou e depois “terminou” com ele(a) em algumas páginas ou no livro seguinte? Nos conte sobre ele(a).

Um personagem que me decepcionou muito foi a Shay da série Feios do Scott Westerfeld. A minha decepção e raiva por ela aumentava a cada livro da série. Eu achei que ela seria uma boa amiga para Tally, mas infelizmente não foi exatamente isso que aconteceu.
E também, no inicio de Fallen (da Lauren Kate) eu adorava o Cam. Adorava, adorava, adorava e depois ele foi ser alguém diferente do que eu pensava que era.

Gabi